quinta-feira, 20 de novembro de 2014

My Wish [Book] List

Falta menos de um mês para o meu aniversário (16/14) eu tenho uma pequena e humilde lista de desejos (mesmo que nem metade vá se realizar)! Livros, livros e mais livros. Alguns eu me darei de presente, outros eu vou pedir humildemente aos meus queridos amigos haha. Vamos ao meu pequeno acervo desejável e recomendável:


Dr. Sono - Stephen King - Mais de trinta anos depois, Stephen King revela a seus leitores o que aconteceu a Danny Torrance, o garoto no centro de O Iluminado, depois de sua terrível experiência no Overlook Hotel. MAL POSSO ESPERAR *-*

Morte Súbita - J.K. Rowling - O livro se passa em um vilarejo fictício da Inglaterra, Pagford. Já no início do livro Barry Fairbrother um integrante do concelho do vilarejo e uma pessoa muito querida por todos- morre, essa "morte súbita" muda completamente o cotidiano dos cidadãos. Já que o falecido deixou uma vacância (vaga) no concelho do vilarejo...

Garota Exemplar - Gillian Flynn - O livro começa no dia do quinto aniversário de casamento de Nick e Amy Dunne, quando a linda e inteligente esposa de Nick desaparece da casa deles às margens do rio Mississippi. Sinais indicam que se trata de um sequestro violento e Nick rapidamente se torna o principal suspeito... 

As Intermitências da Morte - José Saramago - "Não há nada no mundo mais nu que um esqueleto", escreve José Saramago diante da representação tradicional da morte. Só mesmo um grande romancista para desnudar ainda mais a terrível figura. Apesar da fatalidade, a morte também tem seus caprichos. LOUCA POR ESSE LIVRO, APENAS.

Meio Intelectual, Meio de Esquerda - Antônio Prata - Um sofá encalhado no mangue, uma coifa uruguaia, os trocadilhos nos nomes dos pet shops, o bairro de Perdizes, o jogador Ronaldo, os mictórios cheios de gelo dos restaurantes, o salto mortal sem rede que o amor exige dos apaixonados, a casa de um morador de rua, um sorvete de cheesecake, o barulho das marretadas de um apartamento em reforma - eis alguns dos temas de Meio Intelectual, Meio de Esquerda, o livro de crônicas de Antonio Prata. 

O Inferno Atrás da Pia - Antônio Prata (DE NOVO) - Nos contos selecionados aqui, Antonio associa o culto ao deboche com uma peculiar aptidão para olhar tudo, sem pressa ou juízo de valor. Existem momentos em que a leitura proporciona situações impagáveis como em "Melda!" quando uma simples festinha de aniversário de criança pode acabar se tornando palco do desvirginamento de um adolescente fã de heavy metal. MEU AUTOR FAVORITO! 

Contos de Mentira - Luisa Geisler - Em Contos de Mentira, a autora usa uma linguagem ágil, cortada com economia e precisão, para colocar em exposição os sentimentos humanos. São pequenas e densas histórias, que retratam o ser humano sozinho, acompanhado apenas de sua incompletude. TEMPÃO QUE QUERO ESSE TROÇO. Além de Quiçá e Luzes de Emergência Se Acenderão Automaticamente 

Extraordinário - R. J. Palacio - R. J. Palacio criou uma história edificante, repleta de amor e esperança, em que um grupo de pessoas luta para espalhar compaixão, aceitação e gentileza. Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos.

O Diário de Anne Frank - Ok, eu já li esse livro umas duas vezes quando era mais nova. Adoro. Mas nunca tive um... e gostaria muito ter na minha estante. "O relato dramático que já emocionou milhões de pessoas em todo o mundo ganha novos capítulos. O Diário de Anne Frank, escrito pela jovem judia ao longo dos dois anos que viveu escondida durante a Segunda Guerra Mundial. "

O Cemitério - King novamente. "Louis Creed, um jovem médico de Chicago, acredita que encontrou seu lugar naquela pequena cidade do Maine. A boa casa, o trabalho na universidade, a felicidade da esposa e dos filhos lhe trazem a certeza de que fez a melhor escolha. Num dos primeiros passeios familiares para explorar a região, conhecem um cemitério no bosque próximo a sua casa. Ali, gerações e gerações de crianças enterraram seus animais de estimação."

[Coleção] Desventuras em Série - Eu posso querer MUITO, MUITO, MUITO esse box super maravilhoso? Posso! Mas se não rolar, posso ao menos querer o Primeiro Livro, né? :P

[Coleção] A Torre Negra - Stephen King - Apontada como a mais importante obra do cultuado escritor norte-americano Stephen King, a série A Torre Negra foi descrita por seu autor como "o mais longo romance popular de todos os tempos". *o* *o*

[Coleção] The Walking Dead - Sou fã da série e curiosíssima pra ler os livros.

[Coleção] Como Treinar o Seu Dragão - A SÉRIE (que conta com 12 livros) "Como Treinar o Seu Dragão" é sucesso no mundo todo. Escritos e ilustrados pela inglesa Cressida Cowell, autora premiada de obras infantis e infantojuvenis, os livros convidam o leitor a embarcar em uma divertida aventura com o jovem Soluço Spantosicus Strondus III, a grande esperança e o herdeiro da Tribo dos Hooligans Cabeludos — um garoto, no entanto, sem qualquer talento para ser um grande guerreiro Viking.

[Coleção] 
Caixa Especial Martha Medeiros: Paixão, Felicidade, Liberdade, Crônica  - Os 20 anos de cronista de Martha Medeiros estão pontuados nestes 3 volumes com as melhores crônicas de sua carreira.

50 Contos de Machado de Assis - Um homem que tem o estranho prazer de torturar ratos, e encara a morte da mulher com a mesma satisfação; uma mulher tão obcecada em esconder a idade que impede a filha de se casar; um afortunado compositor de melodias populares que deseja desesperadamente escrever música clássica; um rapazinho de quinze anos que se deixa empolgar pela visão dos braços de uma mulher mais velha...

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Foi Engano?

"Não sei se cada um tem um destino ou se só flutuamos sem rumo, como numa brisa...mas acho que talvez sejam ambas as coisas. Talvez as duas coisas aconteçam ao mesmo tempo...”

Nunca atendo número privado. Sabe, né? Quando te ligam e teu telefone não identifica o número. Aparece simplesmente "Número Privado" e pronto. Pode ser alguém conhecido, mas também pode não ser. Então eu deixo pra lá e não atendo. Afinal, se for notícia boa, vão querer se identificar, não é mesmo? Mas naquele dia em especial, eu estava pra baixo. Acordei, vari a casa e nada me fazia lembrar que tenho uma vida pra viver. Sabe aquela sensação de "o que eu tô fazendo aqui?"?. Era isso. Aí o telefone tocou. Número Privado. A música me fez dançar e eu queria mesmo ouvir a voz de alguém. Então, alguma força maior me fez quebrar o protocolo pessoal e atender.

_ Alô? - atendi
_ Alô! Ana?! Ana... não desliga. - uma voz masculina. 
Era engano, claro. Eu não me chamo Ana. Mas por que não tentar uma brincadeira? Já que ele pediu pra não desligar, continuei. Como se me chamasse Ana mesmo.
_ Oi, pode falar. - permiti, sem alterar a voz
_ Me encontra. Vamos conversar. Precisamos conversar.
Quanto desespero, compadre! Pera lá! Apesar de estar me passando pela Ana, acho que eles não eram muito íntimos. Reconhecer a voz de uma pessoa pelo telefone é o mínimo de intimidade que se pode ter. E olha, parece que ele não é bom nisso.
_ Tá certo, cara. Te encontro. Onde? - perguntei
_ Na praça, perto do açougue.
Olha aí, já começou errado e deu mais uma mancada. Que pessoa em sã consciência dá um açougue como referência?! Que bizarrice.
_ Que horas? - encontros precisam de horários, mesmo que perto de um açougue
_ Amanhã às sete.
Sete. Sete da manhã ou sete da noite? Comecei a repensar o grau de intimidade. Se ele não especificou, é porque conhece o relógio biológico dela. Vai que ela só acorda cedo ou só pode sair à noite? Quando o número é de um a dez se tratando de horário, temos aí duas opções. 
_ Te vejo lá - encontro marcado.
_ Obrigado, linda. Você não vai se arrepender.
Desliguei sem me despedir. Depois pensei se fiz o certo. Mas pelo visto a "Ana" nem tava tão afim assim... já que passou um número que não é dela.
Ele não tentou ligar depois. Nem às sete da manhã e nem às sete da noite. Acho que o fato dela não ter comparecido ao encontro o fez perceber algo que eu nunca vou saber. Talvez tenha seguido em frente. É o que eu espero. 

De qualquer forma, isso foi um caso à parte. É melhor continuar evitando os números desconhecidos.


sábado, 8 de novembro de 2014

Microconto do Poeta Fracassado

_ Ontem me sentei com o caderno na mão. Mas tive um tremendo choque quando me dei conta de que não conseguiria escrever uma linha se quer. Que decepção. Depois de tantos amores relatados, aquele passará em branco. O que era pra ser uma gigante e triste poesia, virou poeira e se perdeu na luz do dia. 

_ Tem tristeza que não é pra relatar mesmo, senhor poeta. Deixa essa aí ir embora e parte pra outra. Esquece essas cicatrizes. A vida tem muita coisa boa pra ser relatada em prosas mais felizes.

sábado, 1 de novembro de 2014

Conto Não Contado

Em uma quinta-feira nublada ele se despediu. Resolveu ir embora com todas as palavras que jamais couberam na boca. Aquelas palavras que guardamos conosco, milhares, dentro da mente e do coração, mas que jamais se verbalizam, nem mesmo se transformam em atos. Muito menos isso. São aquelas palavras que, em dias de domingo, deitados na frente da TV sem prestarmos a menor atenção, formulamos, filtramos, repensamos, achamos sinônimos e antônimos, juntamo-las e criamos citações, textos, livros... mas então, na segunda, quando há tempo de jogá-las na mesa do almoço, desistimos de dizer. “Jamais entenderão” – argumentamos entrementes. E então, são elas que ficam ali, dentro de nós, vívidas como um feto, inquietas, cheias de razões e sentidos, mas que jamais nascem em meio ao “bom dia” rotineiro. Tão fácil dizer “bom dia”. Tão constrangedor dizer “eu te amo porque nascestes pra mim e eu para ti, e...” não, é difícil. E foram essas palavras que fizeram com que ele tivesse vontade de ir embora. “As tenho para mim como minhas, como autor célebre de mim, mas quando penso em pô-las na ponta da língua, elas se encaixam entre a garganta e o peito, em um lugar tão sombrio que dói, incomoda e faz uma terrível tranca na boca” - pensava ele com frequência. Frustrou-se ao perceber que não tinha controle sobre isso e que, para algumas pessoas, é fácil dizer o que pensa. Ele sentia inveja dos pedidos de namoro, dos filhos que dizem “eu te amo” aos pais e até mesmo dos debates políticos... “Se já é difícil dizer a verdade, mentir como eles me parece um dom” – pensava. E viveu assim, calado de pensamentos e de coragem, amando amores tão gigantes que cabiam perfeitamente entre a garganta e o peito, trancados e não verbalizados. E foi um desses amores que o fez dizer adeus naquela tarde, dentro do quarto de hotel. Porque ouvia que “atos falam mais do que palavras”, mas jamais concordou. Nunca concordaria. O aviso de “Não Perturbe” estava pendurado na porta havia tempo e então finalmente uma camareira que passava por ali, intrigada, resolveu bater à porta e perguntar se tudo estava bem. Apertou a campainha – um pouco estridente demais para um hotel – e aguardou. Não obteve resposta. Aflita após a quarta tentativa, chamou a gerência do estabelecimento. A governanta, já acostumada com determinadas situações, foi quem pressupôs o escândalo guardado ali antes mesmo da porta se abrir. A chave mestra deu duas voltas e revelou o corpo sob roupas de cama embebidas de sangue e suor, um buraco na cabeça e um revólver na mão. De uma forma dolorosa, mas ainda assim a que escolhera melhor, ele foi embora de vez, como sempre quis fazer, junto a todas as palavras que nunca disse.  

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O Sorteio

Porque a vida sempre surpreende quem não espera nada dela.


Era pra ser só mais uma palestra chata da qual nosso chefe nos fez participar. Cheguei acompanhada da minha colega de trabalho e logo na entrada pediram para preencher uma ficha com nossos dados. Não gosto de dados. Gostaria que as pessoas fossem reconhecidas pelos olhos, pelo jeito, corte de cabelo ou os tipos de flores nas janelas de suas casas. Isso de números me incomoda um pouco. Registro Geral, Cadastro de Pessoa Física, Código de Endereço Postal... dá um trabalhão decorar tanto algarismo. Mas tudo bem, tudo bem. O procedimento foi realizado com sucesso e adentramos a palestra motivacional de vendas e de como-passar-duas-horas-pensando-que-se-dará-bem-nessa-vida-de-merda. Enquanto escolhíamos nossos lugares, comecei uma rápida e já habitual averiguação do local: muita gente, um telão para projetor, microfones, fotógrafos e o palestrante. Até aí, tudo na paz. O que me chamou a atenção foi uma mesa recheada de presentes em um canto qualquer. Pensei com meus botões e depois confidenciei à colega: "Olha ali, será que a ficha com nossos dados é para um sorteio? Será que vamos levar aqueles presentes para casa?". Ela riu. Não me levou muito a sério.

Mas a palestra passou (demorada e chata, por sinal) e o grande momento chegou. Sim, haveria um sorteio. Eram pequenos brindes cedidos pelas empresas parceiras da Associação Comercial. Me acomodei na cadeira e brinquei com a colega: "Vou me ajeitar e já deixar a bolsa de lado porque vou lá pegar o primeiro presente". Ela riu de novo e não me levou a sério. A ironia, já característica da minha personalidade, que estava na frase como um modo de protesto à vida por nunca me dar a oportunidade de ser sorteada em coisas de caráter gratuito, caiu por terra quando uma criança escolhida pelo palestrante pegou um papel dentro de um saco abarrotado deles e leu o meu nome em alto em bom som. Sim, meus caros, eu fui a primeira sorteada. O prêmio? Um jogo de toalhas (simples, porém útil). A lição? A mais clichê possível: é quando menos esperamos, em momentos nos quais não gostaríamos de estar ali, que a vida nos surpreende. Eu e meus colegas de trabalho (principalmente a que me acompanhava desde o começo da minha ladainha) ficamos tão embasbacados com o sorteio que a probabilidade estatística de ser sorteada só me passou pela cabeça muito tempo depois do ocorrido.


Acho que a vida é meio assim, sabe? Existem diversos "sorteios" por aí dos quais não nos damos conta. Ser contemplada com um jogo de toalhas me fez refletir e perceber que já fui contemplada inúmeras vezes. Ganhei amigos, oportunidades, sorrisos, amores e momentos que apenas eu, entre dezenas, centenas e até milhares de pessoas, fui capaz de ganhar.

E para que eu pudesse levar um belíssimo jogo de toalhas para casa, foi preciso me deslocar até lá e dedicar tempo e paciência para ouvir um moço que criticava novelas e falava de motivação. A metáfora fica, mesmo que um tanto clichê e brega, por saber que não há contemplação sem esforço, trabalho, cansaço e até aborrecimento. Então, metaforicamente vos digo: A VIDA ESTÁ AÍ! Preencha seus dados, assista o que se passa com paciência, tenha forças e fique até o fim... você nunca sabe quando será surpreendido!